quarta-feira, 28 de setembro de 2022

A IDOLATRIA MODERNA

"És tu maior do que o nosso pai Abraão, que morreu? E também os profetas morreram. Quem te fazes tu ser? - Toda essa mentira deixa o entendimento das pessoas completamente distorcido, a ponto de transformarem os símbolos em ídolos" (João 8.53)

Por Rafael Gomes

Gostaria de me ater com um pouco mais de profundidade nesse verso 53. Há aqui o espírito de idolatria que pairava sobre os homens naquele tempo, mas que também se manifesta nos dias atuais. Eles argumentavam que, no judaísmo não há quem se possa comparar ao patriarca Abraão, ou aos profetas. Em outras palavras, eles questionavam Jesus, argumentando, em outras palavras que, “se eles, que foram quem foram, morreram, então quem é você pra dizer que nós nunca provaremos a morte?”.

Essa é uma prática muito comum entre aqueles que vivem enganados pela idolatria. O idólatra confunde os símbolos com o verdadeiro objeto de fé. Confundem submissão a rituais com submissão a Deus. Eles tropeçam na Palavra de Deus por acharem que serão capazes de oferecer justiça própria, através do seu serviço religioso. Nesse cenário, o Filho de Deus se torna um estorvo, uma pedra de tropeço, incômoda e indesejada, pois Ele vem mostrar que toda essa ideia está completamente equivocada.

sábado, 26 de março de 2022

NÃO DESPREZES O DOM QUE HÁ EM TI

Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente (1 Coríntios 12:31)

Por Priscila Gomes

Muitas vezes nós pensamos que não temos dons, mas Deus nos fez parte do Corpo de Cristo. Como todo corpo tem muitos membros, e cada membro tem a sua função, assim somos nós também na casa de Deus. O versículo fala para procurarmos com zelo os melhores dons. Mas como procuramos esses dons? A resposta é: em Cristo, perseverando em oração e buscando a vontade de Deus por meio de Sua Palavra.

segunda-feira, 21 de março de 2022

CONTRA UMA CULTURA DE CONSUMISMO NAS IGREJAS

Por Rafael Gomes

Ao contrário do que alguns possam pensar ao lerem o título desta postagem, não venho condenar o consumo do cotidiano, ou o capitalismo, nem fomentar qualquer outra discussão no âmbito da economia ou da sociedade em geral. Meu intuito é tratar a respeito do consumismo como um movimento que, basicamente, é constituído pela prática do consumo de produtos, programações e estruturas oferecidos no âmbito das igrejas a todos aqueles disponíveis no "mercado" evangélico.

Minha intensão é trazer uma breve análise a respeito do comportamento consumista que influencia, direciona e define como, onde e quando os cristãos servem (ou intencionam servir) ao seu Deus.

terça-feira, 20 de abril de 2021

ABANDONADO NO PÚLPITO

Por David Abreu

ENCORAJAMENTO AOS PREGADORES CANSADOS

Esta foi a sensação que tive ao descer do púlpito no sermão do último domingo. Senti o gélido frio da solidão reservado aos arautos de Deus, acreditando por um instante ter sido abandonado na árdua tarefa de pregar a Palavra. “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, foram as palavras que tive vontade de proferir após o último amém. Uma das sensações mais comuns a todos os pregadores sérios é a de que Deus os abandonou ainda no meio da mensagem. Alguém olha para o relógio, outro boceja do lado, outro levanta-se para ir ao banheiro, enquanto você se espreme entre gestos, palavras e pensamentos para manter a atenção do seu público.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

A NECESSIDADE DO QUEBRANTAMENTO

Por Rafael Gomes

Porém ainda a décima parte ficará nela, e tornará a ser pastada; e como o carvalho, e como a azinheira, que depois de se desfolharem, ainda ficam firmes, assim a santa semente será a firmeza dela. (Isaías 6:13)

Depois de ter a visão da glória de Deus, e de ser purificado dos seus pecados, Isaías recebe instruções claras a respeito de sua missão: Engorda o coração deste povo, e faze-lhe pesados os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os seus olhos, e não ouça com os seus ouvidos, nem entenda com o seu coração, nem se converta e seja sarado (Isaías 6:10). Isso porque havia um desvio muito profundo daquele povo para com o seu Deus. Não havia a consciência do pecado (Isaías 4.13), contudo, muita altivez e corrupção (Isaías 5.20-23) no meio de Israel.