sexta-feira, 16 de abril de 2021

A NECESSIDADE DO QUEBRANTAMENTO

Por Rafael Gomes

Porém ainda a décima parte ficará nela, e tornará a ser pastada; e como o carvalho, e como a azinheira, que depois de se desfolharem, ainda ficam firmes, assim a santa semente será a firmeza dela. (Isaías 6:13)

Depois de ter a visão da glória de Deus, e de ser purificado dos seus pecados, Isaías recebe instruções claras a respeito de sua missão: Engorda o coração deste povo, e faze-lhe pesados os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os seus olhos, e não ouça com os seus ouvidos, nem entenda com o seu coração, nem se converta e seja sarado (Isaías 6:10). Isso porque havia um desvio muito profundo daquele povo para com o seu Deus. Não havia a consciência do pecado (Isaías 4.13), contudo, muita altivez e corrupção (Isaías 5.20-23) no meio de Israel.

Diante desse cenário, somos confrontados com uma realidade muito condizente com a dos nossos dias. Um tempo em que valores são invertidos com frequência, princípios tornam-se líquidos e a sensatez, parece ter se tornado um tesouro quase mítico. No entanto, esse confronto produzido pela Palavra de Deus tem por objetivo gerar arrependimento e, sendo assim, através da obra regenerativa do Espírito Santo em nossos corações, sejamos conduzidos à luz de Cristo, sendo libertos das trevas que nos cercam e aprisionam.

O texto base dessa reflexão fala sobre uma santa semente, um remanescente, que se torna a firmeza de todo um povo. Parece necessário (e urgente) que haja humilhação e contrição, antes que essa mesma santa semente se torne a segurança de nossas vidas. Para que isso ocorra, é necessário que nossas cidades e fortalezas sejam abaladas (Isaías 6.11), e tudo aquilo que sustenta nossa soberba e estabilidade, seja completamente desamparado; até que nos deparemos com Cristo, e encontremos nEle todo o sustento e segurança de que precisamos.

Acredito que a atual situação pandêmica que temos vivido tem um propósito muito claro. Deus não está alheio ao que está ocorrendo no mundo nesses dias, afinal, Ele é Soberano sobre a pandemia também. Por esse motivo, creio que seja um tempo de desmonte de nossa altivez; quando os homens clamam "ciência! ciência!", a Palavra nos mostra "arrependei-vos!". Temos muitas cidades e fortalezas das quais nos orgulhamos, e construímos muitas edificações que são motivos de altivez e desprezo pelo Deus da nossa salvação. É tempo de arrependimento, quebrantamento e clamor.

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