segunda-feira, 8 de julho de 2019

JESUS, BARRABÁS E O DILEMA HUMANO

Por Pr. Rafael S. Gomes

Vocês negaram publicamente o Santo e Justo e pediram que lhes fosse libertado um assassino. (Atos 3:14)

Quantas vezes, quando estamos diante de dilemas e situações ruíns, negamos a nossa fé no Salvador, e rejeitamos a Cristo, preferindo passar pelo pior, preferindo Barrabás, em detrimento ao Príncipe da Vida?
Quando o povo rejeita a Jesus e pede que um rebelde assassino lhe seja solto, na verdade isso aponta para o perfil humano: A humanidade, via de regra, rejeita a vida em Cristo para abraçar a morte no pecado (Mateus 7.13,14; João 3.19).
No entanto, é preciso reconhecer que Cristo não é negado somente por aqueles que não O querem, e não O conhecem; Ele também foi rejeitado por aqueles que conviveram com Ele e O conheceram de fato e de verdade, tal como Judas e Pedro (guardadas as devidas diferenças entre o conhecimento de Cristo e a genuína conversão, no caso dos dois discípulos exemplificados).

Por isso, a reflexão que espero fomentar na sua mente refere-se às diversas formas de rejeição que Cristo sofre na relação com a humanidade. Sabendo que essa rejeição se mostra a partir de diversos prismas, com facetas diferenciadas dependendo das situações vivenciadas por nós. Por isso, gostaria de elencar algumas dessas faces da rejeição, de forma que ao enxergar-se em uma dessas realidades (caso ocorra), você possa refletir, buscar arrependimento e empreender uma nova forma de viver sua comunhão com o Cordeiro Santo de Deus.

1. Em primeiro lugar, rejeitamos a Cristo quando decidimos entregar nossas esperanças ao modus operandi desse mundo (v. 14).
Claramente essa foi a atitude do povo quando escolheu por um rebelde salteador, em detrimento do Filho de Deus. Incitados pelos religiosos daquele tempo, acharam que seria melhor terem um "libertador" livre, que lutasse contra Roma, em lugar do Libertador que trouxe vida, sendo esta em abundância.
Quantas vezes queremos a solução palpável dos nossos problemas e por isso buscamos o modo rápido de resolver as coisas, o modo imediatista, mais humano e visível possível, descartando a vida que somente o Senhor pode nos oferecer? Quantas vezes buscamos a solução humana, o Barrabás nosso de cada dia, em lugar do Pão Vivo que desceu do céu? Isso é negar a Cristo e Seu poder.

2. Em segundo lugar, negamos a Cristo quando o buscamos por aquilo que Ele não é.
Está muito claro no texto, na história e nos relatos bíblicos em geral, que a expectativa do povo em relação a Jesus eram muito diferentes do que Ele realmente intentou fazer (e fez!). O povo vivia sob a opressão de Roma, e desejava para si um libertador político, revolucionário que lutasse belicamente contra os romanos. No entanto, não fora isso que Cristo oferecera, mas algo muito mais profundo e importante: a verdadeira liberdade, que nos livra da morte do pecado (Romanos 6.23) e da escravidão deste que é o maior problema enfrentado pela humanidade.
Negamos a Cristo quando o buscamos por aquilo que Ele não é. Quando O buscamos pelas razões erradas e atribuímos a Ele adjetivos e atitudes que não Lhe são próprias, negamos a Sua verdadeira natureza. Quando depositamos sobre Ele expectativas humanas, e o transformamos em um ídolo que deva ser servido à medida que nos serve, rejeitamos o verdadeiro Filho de Deus.

Que sejamos levados a essa reflexão profunda, para que não neguemos a Cristo com nossas expectativas e/ou atitudes pecaminosas. Até mesmo a nossa crença precisa ser redimida dia após dia, para que não incorramos em perversão de nossa fé.
Que o Senhor abençoe ricamente a sua vida, e lhe conceda uma semana cheia da Paz e da Graça, que somente em Cristo encontramos!

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